quarta-feira, 30 de junho de 2010

Age Of Aquarius


"É a era de Aquário", assim diria Marcelo Tas sobre a atual cultura mundial. Eclipse estréia essa semana,e no orkut vemos o Bonde do Stronda em parceria com Cine fazendo "música". O que mais se verá? Bruno dizendo "quem nunca matou uma ex-amante?"

Crianças pequenas, outras bem grandinhas, para ver o sucesso da saga Crepúsculo. Assim como já tivemos a febre Harry Potter e RBD nos últimos anos, o casal (triangulo, talvez) vampiro (com um lobo?) volta às telonas nessa semana com sessões até de madrugada. Tudo isso para atender fãs enlouquecidas e namorados das fãs loucas.

O blog já falou sobre os tais coloridos. Bandas que fazem sucesso com letras vazias e se vestem de uma forma um tanto peculiar. Atualmente os amam ou os odeiam. É algo meio retrô com traços pós-modernos, o resultado? Gente inútil fazendo músicas babacas.

No blog tentamos ao máximo não expor opiniões que vão de choque a comunidades, grupos sociais ou ditas tribos. Mas, lutamos por uma sociedade mais culta e letrada. Infelizmente, a cultura se dividiu. De um lado uma cultura original e útil, de outra uma cultura junk food. Algo que podemos descartar, pois não há a mínima possibilidade de aproveito.

Quando o sucesso Crepúsculo ganhou forma, muitos pensaram "que bom, jovens e crianças lendo", mas ler aquilo é complicado. Uma história boba e bem "emo", sem muito tempero se aproximando de qualquer novelinha mexicana, o mocinho que ama a mocinha e terá que lutar pelo seu amor. O filme conseguiu estragar de vez o que restava de esperança. Um ator sem expressão e beleza bem exótica (pois há quem diga que ele é lindo ) fazendo um filme com a responsabilidade dessa saga. Se acha-o bom, veja quantos Oscars o filme levou, ou quais prêmios não-juvenis o filme conquistou.

Uma coisa seremos justos, o filme tem ótimos efeitos especiais. As locações são bonitas o que melhora um pouco a estética do filme. Ao contrário dos coloridos, sem conteúdo e a estética caleidoscópica. Mas nossos jovens gostam disso e é esse o problema, pois são esses os formadores de opinião deles, preocupante, não?

Esses são os formadores de opinião do nosso Brasil. Já chega as confusões do Bruno, coisa que o Flamengo que quer contruir uma imagem forte e uma marca consolidada, está com dificuldades para trabalhar. A esperança está na certeza que isso um dia vai passar, pois toda moda passa. Basta ver suas fotos do passado. Mas essa era de aquário está dando uma dor de cabeça.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Copa do Endomarketing


Dunga e Maradona têm as suas semelhanças, inclusive na postura de líderes. Ambos são contestados e já passaram por muitas críticas mas estão levando suas equipes rumo à uma grande conquista. Se vão conseguir, ou não, isso o tempo dirá mas uma coisa é certa, o trabalho como chefes está indo muito bem.

Um bom líder deve dotar de pleno conhecimento técnico. Assim, deve dominar a sua àrea de conhecimento e trabalho para adquirir respeito aos sesu liderados. Conhecimento prático também pode ser um diferencial para conseguir solucionar possíveis problemas. Carisma, ser político, educado, ter postura, humildade e democrático são algumas qualidades extra que formam o perfil de um bom comandante.

Toda equipe deve estar bem a vontade. Um líder chato que apenas cobra e não elogia, faz pressões internas deixando seus liderados stressados e ter um ambiente organizacional pesado irá resultar em uma desatrosa liderança. Equipe desmotivada, desiquilibrada organizacionalmente gera prejuízos ou desajustes no produto final.

Não adianta um boa força de marketing se a equipe não corresponde com aquilo que é proposto pela marca ou empresa. Se os colaboradores não "vestirem a camisa" e se engajarem no que é proposto, de nada adianta propagandas, mershandising e afins, pois a qualidade do produto estará afetada com o baixo rendimento motivacional da empresa. Se o empregado não souber o porquê de estar ali e para quem está produzindo, dificilmente ele estará engajado.

Esse engajamento é o que sobra nas seleções de Brasil e Argentina. Apesar de críticas e "corneteiros" falando mal e contra, os países têm boas equipes e grandes possibilidades de ser campeões. Grande parte desse mérito deve-se ao chefão. Mas uma possível derrota não significa fraqueza de um líder, pois em uma competição tão acirrada, assim como no mundo capitalista, pode existir uma estrutra melhor preparada pelo caminho.

Apesar de estilos de liderança bem diferentes, ambos estão alcançando bons resultados. A liderança dos dois é contestada por muitos, mas o trabalho interno de busca de motivação e alcance de um trabalho com qualidade é conseguido com êxito. Viva a Copa do Marketing e Endomarketing, que vença a equipe mais motivada.

sábado, 26 de junho de 2010

Semi-Escravos Brasileiros


Você sabia que a Organização Mundial da Saúde diz que todo ser humano deve ter em média 8 horas diárias de sono? Sabia, também, que o Ministério do Trabalho determina no máximo 46 horas semanais de trabalho, sendo 8 horas diárias? O ilustre leitor deve se perguntar o que algo tem a ver com outro. Tudo, querido pavunense, tudo.

Nós do The Pavuna Times começamos uma pesquisa com alguns trabalhadores. O resultado parcial mostra que muitos não dormem as horas devidas, não vão ao médico e ao dentista regularmente e tem poucas horas de lazer e convívio social. O motivo é a falta de tempo. Isso mesmo, muitos trabalhadores não tem tempo para cuidar de sua saúde ou pouco tempo para seus filhos.

Uma consulta com um bom terapeuta custa caro. Mesmo assim, os consultórios estão lotados de stressados. É difícil conseguir vagas para horários tipicamente de almoço (entre 12h e 14h) e mais difícil ainda após expedientes com horários administrativos (entre 17h e 18h). Ou seja, o horário que o trabalhador tinha para seu lazer ou almoço é substituido por terapia.

Nas classes mais altas se trabalha tanto para manter o alto padrão financeiro. O que antes o homem trabalhava para suas necessidades básicas (lembra da pirâmide de Maslow?), hoje trabalha mais para ganhar mais e ter como pagar ítens que não são classificados como básico, mas que muitas vezes o coloca em um status social mais elevado.

Nas classes mais baixas, além de alguns pontos acima, pois a classe média cresceu se tornando heterogênea e com maior poder de compra, os não-tão-ricos possuem uma família com muitos membros. Para sustentar tantas bocas, o trabalhador é forçado a dispor de um tempo maior produzindo.

Nesse mundo onde tanta gente quer trabalhar, e muito, as empresas apostam nisso. Essa semana vi um cargo oferecido para jardineiro em uma universidade. O expediente era de 10 horas diárias, cinco dias na semana, somando 50 horas semanais. Você duvida que não se candidataram muitas pessoas? Se querem trabalhar mais para ter mais dinheiro, as empresas "ajudam" mesmo sendo contra a lei.

Voltemos a levantar a bandeira de menos horas de trabalho. A lei de 40 horas semanais está a um passo de ser sancionada. Assim, os colaboradores do nosso Brasil varonil terão mais horas de sono, lazer e convívio social. O que resulta em motivação, saúde, bem-estar e boa produção. O que é melhor, trabalhar mais e produzir mal ou trabalhar o necessário e fazer um bom serviço? Nossos leitores já sabem a resposta.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Fim dos Primeiros 45 Minutos da Copa


A Equipe do The Pavuna Times está triste! A Copa do Mundo chega a sua metade, uma pena. Copa do Mundo é um espetáculo raro e, assim como a aparição do cometa Halley, o evento tem dia e hora marcado para acontecer. A Copa deste ano teve muitas coisas especiais e outras nem tanto.

Como já falamos em outros posts essa Copa se destaca pelo engajamento. O clima da competição é um mix de futebol com um "quê" africano. Não é difícil ver pelas ruas da África do Sul turistas tocando tambor ou soprando vuvuzelas. Além disso, imagine o quanto de gente do mundo inteiro tirou foto da estátua do Mandela. Por onde você olhe lá estão as cornetas coloridas, fotos do Mandela, Jabulani e Hyundai.

Na verdade, caros, o que era Hyundai antes da Copa? Você deve se lembrar da Tucson (Uma singela cópia da Sportage). Mas pouco se conhecia sobre a marca que hoje faz a lotada dos jogadores que participam do mundial. Ótima visibilidade. Outro grande destaque fica com a Seara, que estampa sua marca em entrevistas coletivas e placas publicitárias.

Muito nos surpreendeu as saídas de França e Itália. Principalmente a Azzurra fará muita falta na competição. A atual campeã do mundo, não fará coro na fase mata-mata do mundial. E por pouco esse grupo não ganha mais um integrante, a Espanha ficou na corda bamba, mas seguiu firme e passa para as oitavas.

Vuvuzelas e Jabulani. Nomes estranhos à primeira vista, mas de fácil assimilação. A tão falada bola do Copa, amada e odiada, seria a segunda grande atração da Adidas na competição (a grande atração ficou com Kaká e Messi empatados). Por um lado não muito bom, a bola ganhou esse destaque. E para Adidas "Falem mal mas falem dela" segue como lema, haja vista que a imagem Adidas em nada será abalada.

Claro que todos do Blog torcemos pelo Brasil. Mas, se não puder levar o caneco, que uma seleção ainda não vencedora que o leve. Ainda torcemos por um time africano, mas está difícil para eles. Mas que ganhe Holanda ou até os EUA, seria agradável ver uma nova seleção no Hall dos Campeões.

Para essa outra metade, esperamos gols. Que o espetáculo continue. Muita coisa irá acontecer e muita adrenalina cairá em nossas veias. Amanhã a Jabulani volta a rolar e agora, quem perde ganha uma viagem de volta como consolo. Esperamos vida longa ao Brasil e que essa Copa do Mundo nos marque tanto quanto ver o Halley passar.

Uma Família Menos Um


Uma pausa na Copa. Daqui a pouco falaremos sobre a saída da Itália, mais precisamente depois do jogo da Espanha. Por hoje, abordaremos algo que a equipe do The Pavuna Times está vendo a nossa volta, caro pavunense. O que a mídia está abordando sobre nossas famílias. Sim, o conceito mudou e o olhar crítico midiático nos mostra uma nova tendência, acopanhemos.

Em uma campanha da marca Vivo, um pai vai se separar da mãe e a filha vive no dilema, não verá mais seu querido dad. Mas, como um passe de mágica, e aparentemente sem custos, um celular irá unir a família. Até expulsar um bicho debaixo da cama, pelo celular, o pai faz. A Campanha cria aquele ar "fofo", com a carinha triste da menina e um pai presente graças às novas tecnologias da informação.

Ainda tem a campanha da Qualy. Nessa, a mãe ganha destque, porém ela leva um namorado para conhecer a família. O filho não gosta muito e até bate o pé, mas o que uma manteiga não faz, caros amigos? Ela une esse conflito familiar e aos poucos o menino vai aceitando o novo amor de sua mãe.

Nas duas campanhas o ex-conjuge não aparece, mas deixa claro que por ali passou um divórcio. Pelo mundo já se vê em Two and Half Men, Hannah Montana e a saga Crepúsculo mostra essa nova tendência. Pais separados e filhos convivendo com tal situação harmoniosamente. O ineressante que esse contexto criado, acaba conquistando outros nichos de mercado que antes não foram inseridos em um planejamento de comunicação para as campanhas.

Se é uma realidade sendo mostrada pela mídia ou uma apologia ao divórcio como sendo algo natural, isso cabe a você julgar, ilustre pavunense. O que queremos dizer é que, a princípio, essa configuração de família vai ser abordada em séries, filmes e campanhas publicitárias. A série Drake e Josh foi além, o pai de um casou-se com a mãe do outro. Lembram de toma lá, dá cá?

Interessante ver que todo discurso construído é de forma a aproximar o telespectador para se identificar com a situação. Um ambiente familiar, com crianças lindas e carentes de atenção. Ou seja, por mais dolorosa, ou não, que a situação seja, cuide do que restou da família e se aproxime, através de um celular ou uma manteiga.

Fica aqui tal reflexão, será que é uma tendência midiática, social, comportamental ou viagem dos criativos das agências? A mídia ainda influencia tanta gente? Mesmo assim, vale ressaltar a boa redação das campanhas, o cenário criado e o buzz marketing que gerou. Campanhas boas sem apelos emocionais de baixo nível, essa tendência que queremos ver na publicidade.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Vai que é sua, Júlio César!


Um bom time começa por um bom goleiro. Não adianta ter craques do meio para frente se a defesa está propensa a levar gols. Um belo exemplo é a equipe do Manchester City, que tem do meio para frente Adebayor, Tevez e tinha até Robinho, mas a equipe nunca emplacou grandes conquistas. Por outro lado, a Inter tem uma equipe ajustada da defesa ao ataque. E dentro da grande área não se destaca um atacante matador e sim a segurança de Júlio César.

Antes de se tornar um dos melhores goleiros do mundo na atualidade, sim pois Buffon há séculos apagado e Casillas falhando bastante, o goleiro brasileiro deveria receber o primeiro lugar da FIFA e não o terceiro, o número 1 brasileiro teve uma passagem pelo Flamengo onde ainda é ídolo. Há apenas cinco anos na Europa, Júlio César faz história por lá.

Assim como o Imperador que viveu até os 44 a.c, o brasileiro faz história na Itália. É cinco vezes campeão italiano e recentemente conquistou o maior título na carreira, Campeão Europeu. Além disso tem, três Copa da Itália e duas Supercopa Itália. Na seleção tem um Mundial sub-17, conquistado em 1997, Copa América 2004 e a Copa das Confederações em 2009. Pelo Flamengo são quatro estaduais, uma Mercosul e uma Copa dos Campeões.

Não é um típico jogador de futebol que tem a sua vida privada exposta em todos os jornais e revistas, apesar de ser casado com uma atriz. Quando se fala em Júlio César, normalmente se fala em títulos e glórias. Pai de um casal, a sua vida particular sempre teve um teor familiar e nada de badalação.

Apesar de referência, imagem de um bom pai e uma pessoa que merece respeito, o goleiro não é de expor um ar sisudo. Pelo contrário, sempre sorridente e brincalhão com jogadores e até jornalistas como se vê em muitas coletivas de imprensa pela Copa do Mundo. Sabe dosar o carisma com a responsabilidade de um campeão.

Júlio César Soares Espíndola, nascido em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. É nas mãos dele que passa a confiança de todo brasileiro em jogos da seleção. Pode até levar alguns gols, mas que no fim vençamos. Até por que não existe títulos sem algumas adversidades e não existe herói sem lutas. Ou seja, existe segurança melhor do que a de um super-herói?

terça-feira, 22 de junho de 2010

Au Revoir, France


A França dá adeus a Copa do Mundo na África. Em uma apresentação para ser esquecida, os azuis voltam mais cedo para casa. Não se pode denominar a derrota de hoje como mais uma zebra, pois a equipe francesa já enfretava crise dentro e fora de campo, sua saída fora coroada com uma belíssima derrota.

No grupo passaram México e Uruguai. É uma pena não ver El Loco jogando ativamente, mas só a sua presença no banco, já agrada a muitos botafoguenses. A vitória uruguaia selou a boa campanha da equipe na primeira fase da competição. México agradou, mesmo sendo derrotado, poderá pegar Los Hermanos na próxima fase da Copa.

Mudando um pouco o foco do assunto, reparamos a presença da Nike na Copa através das chuteiras. A chuteira tem o mesmo desenho usado por muitos jogadores. Não é um primor de beleza, mas a marca se faz presente na Copa, mesmo que seja por um detalhezinho. As chuterias só mudam em casos extraordinários como o de Cristiano Ronaldo. Mas, sem dúvidas, a Adidas "abafou" a exposição da Nike nesta Copa. Ponto para Adidas.

Uma pena o país das vuvuzelas e da Jabulani estar fora das oitavas. Pelo menos, conseguiram uma vitória sobre um campeão mundial. Se bem, que a atual França de longe apresenta a mesma ameaça daquela de 1998. Uma seleção briguenta , em crise e totalmente apagada. Que bom que saíram, menos um problema para nós brasileiros na competição.

As farpas estão voando na África. Após Dunga dar uma boa resposta a um jornalista, que faz parte do coro anti-Dunga (apesar ser um excelente jornalista), hoje foi a vez de Kaká espetar Juca Kfouri. É lamentável que ainda fiquem falando da religião do Kaká até na Copa do Mundo. Mudem o foco, evoluam e sejam mais inteligentes, para quê falar de religião se temos o futebol como pauta?

Nesta Copa o que muito se ouve são reclamações. Reclamm do Dunga, das vuvzelas, da Jabulani, do juiz, até da religião. Se busca-se o título, o importante é a vitória não importando o placar. Os inimigos estão caindo e o caneco se aproxima. Au revoir, France, que a viagem de volta seja agradável e com poucas turbulências.